Artigo

Inclusão social


Por: Luiz Gonzaga Bertelli* em 21 de Novembro de 2013

Em pleno século XXI, o Brasil ainda vive uma perversa desigualdade que pode ser comprovada pela quantidade expressiva de analfabetos, de acordo com dados divulgados pelo IBGE: 13,2 milhões de cidadãos, que representam 9% da população com mais de 15 anos, não sabem ler nem escrever. O analfabetismo funcional – aquele em que as pessoas, apesar de ler e escrever, não conseguem compreender o que estão lendo, que escrevem com erros crassos de português ou encontram dificuldades para fazer contas básicas de aritmética – afeta 65% dos brasileiros entre 15 e 64 anos.

Para ampliar a discussão e buscar soluções que anemizem essa situação alarmante, o CIEE organizou o seminário sobre a Educação de Jovens e Adultos (EJA), com a presença de educadores, personalidades renomadas e representantes do poder público. Como instituição filantrópica que pratica assistência social, o CIEE tem consciência da importância da escolarização para a inserção no competitivo mercado de trabalho. O Programa de Alfabetização e Suplência de Adultos, mantido pela instituição, já alcançou o número de 52 mil pessoas atendidas. Em 5 anos, os alunos ganham a oportunidade de concluir o ensino fundamental e médio. Alguns deles avançam nos estudos em cursos técnicos ou até mesmo na graduação, garantindo assim vagas com boa remuneração. Outros descobrem sua veia empreendedora, abrindo o próprio negócio. Com a alfabetização de adultos, o CIEE promove a inserção social e o desenvolvimento dos menos favorecidos.


Hoje o aprendizado contínuo é quase uma obrigação. Mesmo para os altos cargos do mercado, que exigem conhecimentos cada vez mais atualizados. Um médico que não esteja plenamente atualizado com as novas tecnologias pode ter dificuldades para fazer um diagnóstico. Assim como um advogado pouco familiarizado com as novas demandas do direito, pode não contribuir da melhor forma para atuar em determinada causa. Um executivo que não fale inglês pode perder um bom negócio no mundo globalizado. Aqueles que detêm o conhecimento ampliam sobremaneira o leque de opções profissionais, resultando em mais qualidade de vida.

*Presidente executivo do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), da Academia Paulista de História (APH) e diretor da Fiesp.
 

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