Tecnologia da Informação

Bancos devem aprimorar políticas de gerenciamento de riscos


Tem de ser criada uma cultura corporativa de gestão de processos e de “analytics”

Por: Irineu Uehara em 17 de Novembro de 2014

Apesar do uso corriqueiro de soluções de BI (Business Intelligence) e de BPM (Business Process Management) em seus processos de gestão, os bancos brasileiros ainda enfrentam desafios na captura de dados para elaboração de análises acuradas com vistas à mitigação dos riscos operacionais, entre outras finalidades.

A juízo de Nayra Savordelli, gerente sênior de consultoria em gestão de riscos da SunGard no Brasil, o grau de complexidade e os custos de projetos com aquelas soluções têm se mostrado elevados, com os processos de implantação sendo normalmente longos e faseados, envolvendo, em geral, um grande número de áreas.

“Encontrar alternativas que supram estas necessidades de forma simplificada e eficiente é um desafio para as instituições que não podem aportar recursos nestes tipos de iniciativa”, ressalta a entrevistada.

Em se tratando de risco operacional, acrescenta ela, a captura de dados de perdas também é complexa, por depender dos gestores da corporação como um todo. Estes, afinal, são os maiores responsáveis pela qualidade destas informações, respondendo, por exemplo, pela correta classificação em tipos de riscos e pela mensuração dos valores de perdas, em meio a outros itens.

Na medida em que as “colchas de retalhos” são muito comuns na área de “analytics”, preconiza a especialista, “os bancos precisariam investir em plataformas de sistemas mais integradas, em uma melhor comunicação e na criação de uma cultura corporativa de gestão de processos, análise e ‘reporting’ de riscos”.

Sob o ângulo da governança como um todo, Nayra avalia que algumas instituições financeiras caminham para adotar – a tendência, segundo ela, ainda não é generalizada – uma visão holística e multifacetada, cobrindo setores distintos como gestão de riscos, controles, auditoria, “compliance” e continuidade de negócios, entre outras.

Entretanto, adverte a gerente sênior, a integração destas tarefas requer um alto grau de maturidade dos processos de gestão em cada uma destas áreas, consideradas individualmente. Integrar tudo em detrimento da realização adequada de uma função específica pode não ser a melhor estratégia, possivelmente acarretando a redução dos benefícios obtidos.

“Hoje já temos ferramentas de gestão que permitem administrar riscos e controles de forma integrada, possibilitando que as instituições possam usufruir de bons resultados em termos organizacionais e financeiros”, assegura a executiva da SunGard.

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