Finanças

Executivos de finanças têm suas atribuições ampliadas nas empresas


Função exige conhecimento profundo do mercado de atuação, gerando valor para os negócios

Por: Irineu Uehara em 27 de Novembro de 2014

Muito mais do que simplesmente gerenciar o dinheiro das empresas e produzir dados atualizados e confiáveis, os executivos de finanças hoje se veem às voltas com um sem-número de complexas atribuições, em consonância com as transformações em curso no mercado e no ambiente competitivo.

No entendimento da Hound Consultoria, especializada no recrutamento de pessoal para as áreas de finanças e tributos, em funções como diretor de controladoria, diretor administrativo-financeiro e diretor de impostos, alguns requisitos chaves se impõem na contratação, tais como visão de futuro, conhecimento do mercado, identificação dos riscos inerentes ao negócio, gestão de conflitos e adaptabilidade.

Agregando outros elementos à análise destas tendências, o estudo global“Empowering Modern Finance: The CFO as Technology Evangelist”,patrocinado pela Oracle e pela Accenture, havia constatado que os CFOs (Chief Financial Officers) estão assumindo um papel de forte protagonismo nas organizações, sendo hoje posicionados como “evangelistas de tecnologia” e “estrategistas corporativos”.

Ou seja, extrapolando o exercício de suas tarefas tradicionais, estes especialistas, ao fazerem uso de recursos emergentes de TI, estão perseguindo novas maneiras de oferecer “insights” e geração de valor. O CFO moderno, de acordo com a pesquisa, é um profissional que reconhece a relevância das tecnologias para os negócios em geral.

De início, Willian Lucio, senior associate partner da Hound, observa que as conclusões da pesquisa da Oracle/Accenture refletem efetivamente o atual cenário das organizações brasileiras, haja vista a crescente automatização e a adaptação dos processos e políticas ao ambiente tecnológico.

Contudo, ressalva o entrevistado, “vale frisar que são as empresas que possuem um perfil mais arrojado e se pautam pela busca incessante de inovação – as ‘startups’ e as que em geral estão ligadas aos segmentos de tecnologia e ‘e-commerce’ – as que tendem a ampliar seu leque de ferramentas e aplicativos existentes no mercado. Desta forma, não se limitam apenas ao uso dos conceituados ERPs como SAP, Oracle e Totvs em suas rotinas”.

Abordando um outro aspecto relativo às funções do profissional de finanças, Lucio comenta o fato de que as organizações, doravante, têm de contemplar uma série de exigências nas áreas de riscos e de conformidade com as regulações.

Grande parte dos executivos entrevistados pela Hound, revela ele, consideram o gerenciamento de riscos e o “compliance” regulatório elementos fundamentais para a segurança nos resultados das corporações. “Preparar-se para as atuais demandas e requisitos impostos pelo mercado nesse sentido acabou se tornando um imenso desafio”, salienta.

Em termos práticos, o que vem sendo notado é uma crescente conexão dos profissionais ligados ao mundo de finanças com os de outros setores empresariais, tais como os de controles internos e auditoria.

“Uma eventual distância existente entre as áreas no passado deu lugar a um ambiente de forte parceria, cuja sinergia possibilitou a implantação de um ‘compliance’ corporativo mais eficiente e em linha com normas e processos agora mais bem definidos”, conclui o senior associate partner da consultoria.

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