Mobilidade

Bancos ampliam alcance da mobilidade, beneficiando parceiros e funcionários


Modelos BYOD e BYOA demandam expressivo reforço nas políticas de segurança da informação

Por: Irineu Uehara em 13 de Novembro de 2014

Como é sabido, as aplicações de “mobile banking” vêm crescendo a olhos vistos, com uma verdadeira disparada nos volumes de transações de ano para ano. Agora, a perspectiva é de que as instituições financeiras partam mais decididamente para empregar a mobilidade com o intuito de tornar mais ágeis e eficientes seus relacionamentos com parceiros e colaboradores.

No que se refere aos serviços prestados aos correntistas, as estatísticas coligidas pela mais recente Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária falam por si sós: o montante de transações especificamente no canal móvel aumentou, em média, 270% ao ano, entre 2009 e 2013, o que representou a maior taxa média anual de incremento em meio a todos os canais.

Na avaliação de Flavio Leomil Marietto,gerente sênior de Serviços Digitais/ Mobilidade da Capgemini, os bancos brasileiros focaram nitidamente nas aplicações B2C (Business-to-Consumer) por meio do “mobile banking”, conseguindo adaptar-se melhor a esta realidade, até porque já dispunham, salvo em raras exceções, de uma arquitetura multicanal. “Agora se percebe um investimento e uma prioridade maior para atender aos mercados B2B (Business-to-Business) e B2E (Business-to-Employee), isto é, contemplando parceiros e funcionários”, analisa ele.

Contudo, é preciso atentar para as implicações na área de segurança trazidas pela adoção de modelos como o BYOD (Bring Your Own Device) e o BYOA (Bring Your Own Application). A vertical financeira, em geral, lembra o entrevistado, tem uma preocupação maior com este aspecto em razão dos riscos de perdas.

“As instituições tendem a limitar mais a lista de dispositivos e sistemas operacionais elegíveis. E também investem mais nas soluções de segurança e administração específicas. Tornam-se, portanto, mais demandantes de recursos como conexões seguras via VPN, tokens, etc, para mitigar mais eficazmente os riscos envolvidos. A mudança das políticas internas é, igualmente, um ponto de partida para reforçar a proteção”, pondera Marietto.

No que concerne às ferramentas centradas no gerenciamento da mobilidade, o especialista menciona as de MDM (Mobile Device Management), MAM (Mobile Application Management), MCM (Mobile Content Management) e MEM (Mobile eMail Management).

“Estas soluções tornaram-se imprescindíveis para administrar as novas situações de risco a que uma organização estará exposta, como perda e roubo dos dispositivos”, afirma ele, lembrando que o BYOA traz uma ameaça maior em razão das aplicações maliciosas e dos vírus que podem propagar-se de uma forma mais rápida.

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