Tecnologia da Informação

Carência de mão de obra ainda impede deslanche do Big Data no Brasil


Profissional habilitado apenas em BI não reúne as competências requeridas nas empreitadas

Por: Irineu Uehara em 13 de Novembro de 2014

De maneira geral, a adesão ao Big Data no Brasil encontra-se em um estágio inicial, devido fundamentalmente à falta de mão de obra qualificada. Na avaliação da TIVIT, a formação de capital humano na área é ainda insuficiente, sendo necessários alguns anos a mais até que esta lacuna possa ser preenchida.

Antes de mais nada, Fabiano Droguetti, diretor de Operações de Aplicações da empresa, pondera que o profissional habilitado e treinado para atuar no segmento de Business Intelligence não é o mesmo que está apto a liderar projetos com Big Data.

“Conceitualmente, o cientista de dados é a pessoa que detém um conhecimento estatístico e matemático profundo, intercalado com o conhecimento sobre o negócio da organização. Portanto, ele tem capacitação para formular as questões corretas a fim de que a ferramenta produza análises pertinentes, podendo assim apoiar efetivamente o negócio”, define ele.

A formação técnica neste terreno é ainda muito tímida, nota o entrevistado, de sorte que serão precisos alguns anos para que ocorra uma verdadeira disseminação desta expertise: “Os pioneiros desse mercado são os desbravadores, que já têm uma parte das competências e agora vão buscar o que está faltando”.

Esse ponto é fundamental, reafirma Droguetti, na medida em que as organizações só conseguirão aproveitar todo o valor dessa tecnologia quando arregimentarem profissionais plenamente capacitados a elaborar os questionamentos referentes ao negócio. “Big Data é uma ferramenta muito poderosa, que deve ser empregada corretamente para que seja explorado todo seu potencial, trazendo benefícios concretos”, conclui o diretor da TIVIT.

    ENVIAR COMENTÁRIO

Você precisa estar logado para comentar a notícia. para logar ou cadastre-se aqui.
  • COMENTÁRIOS
  • (0)