Tecnologia da Informação

Mitigação de riscos e apoio à governança são aplicações promissoras de Big Data


Na verdade, há ainda poucos projetos realmente avançados no uso destas ferramentas

Por: Irineu Uehara em 19 de Novembro de 2014

Se forem bem desenhadas, as empreitadas com Big Data podem ancorar numerosas aplicações que reforçam a governança e o gerenciamento de riscos nas organizações, além de conferir um apoio mais amplo aos negócios-fim, suportando as decisões dos gestores.

De início, Fabiano Droguetti, diretor de Operações de Aplicações da TIVIT, pondera que esta tecnologia emergente “pode ser empregada como um instrumento relevante, olhando para dentro ou para fora da empresa, monitorando a reação dos clientes em relação a novos produtos, em meio a outras possibilidades”.

O entrevistado menciona mais exemplos de utilização destas ferramentas. Elas podem alicerçar a análise de risco de uma carteira, propiciando uma avaliação profunda e online: “O Big Data deverá ajudar na decisão de prover ou não crédito para o cliente, e a qual custo/taxa, no próprio momento da solicitação”, ilustra ele. Na indústria seguradora, o “rating” também poderia ser muito mais rápido e a cotação mais alinhada ao perfil do contratante.

Pode-se, igualmente, fazer o acompanhamento de funcionários nas mídias sociais para detectar se há fluxo de informações sigilosas fora do ambiente empresarial. Ou então monitorar o tráfego de uma rede, em tempo real, para oferecer tarifas diferenciadas em um sistema de telefonia ou de Internet.

Potencialidades à parte, o fato é que o mundo corporativo ainda está experimentando projetos e avaliando pilotos, com poucas organizações exibindo um estágio mais avançado. A maioria do mercado encontra-se em uma fase muito incipiente, contrastando assim com o que se verifica nos EUA, onde, segundo Droguetti, as companhias já aderiram com bastante sucesso.

No Brasil, empresas de comércio eletrônico estão aproveitando essa onda, junto com os bancos, que começaram também a usar Big Data em projetos de grande porte. “Porém, todos ainda têm um longo caminho pela frente. O principal inibidor é realmente a carência de mão de obra, sobretudo dos cientistas de dados, que não se formam na quantidade necessária para atender o mercado”, frisa o executivo da TIVIT.

Seja como for, a demanda por esta tecnologia é maior em meio a empresas que detenham um grande volume de informações sobre clientes, como as de varejo, bancos, serviços de telefonia, utilities, etc, pois são elas que sentirão um benefício direto no negócio a curto prazo.

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